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Projeto de estudantes da UFG é premiado no 7º Hackathon de Saúde do Hospital New Haven da Universidade de Yale

Estudantes já haviam sido premiados no Nasa Space Challenge e no Hackathon de Saúde Pública da UFG

A Universidade de Yale, situada em Connecticut nos Estados Unidos, está entre as seis melhores do mundo. O hospital de Yale, New Haven, é referência mundial em pesquisas e desenvolvimento de biotecnologia. Anualmente realizam a maior competição de ideias para soluções globais relacionadas a saúde pública. O processo de seleção começa no ano anterior e, para participar, é necessário enviar um currículo e uma pré-ideia de pesquisa desenvolvida; os concorrentes precisam ser necessariamente profissionais médicos, enfermeiros, engenheiros, pacientes, designers ou da área de negócios. O Yale CBIT 7th Annual Healthcare Hackathon, que ocorreu de 24 à 26 de janeiro de 2020, teve a participação de 150 competidores mundiais de grandes universidades, dentre eles estudantes universitários, especialistas da saúde e pacientes, organizados em 16 grupos divididos por área de atuação: negócios, desenvolvedor, design e saúde.



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Graziele Gabriel, Júnior da Mata (discentes FAV/UFG) e Shalon Santos, jovens líderes que participarão na ONU 2020, anteciparam a viagem para participarem das maratonas de tecnologias nos Estados Unidos. Ao conhecerem outros dois estudantes brasileiros na Universidade de Yale, Lucas Shepard e Murilo Dorion - que também haviam sido selecionados para o 7º Hackathon de Saúde da Universidade no Hospital de New Haven - formaram a equipe brasileira do Hackathon e desenvolveram a solução de maior impacto social global desse ano. Os alunos já receberam outros dois prêmios no Brasil: o  1º lugar no Nasa Space Challenge em Goiânia e o 1º lugar no Hackathon de Saúde Pública da UFG.    


Além da universalização do tratamento de esgoto, com uma solução de baixo custo utilizando materiais reciclados, o projeto premiado em Yale incorpora um biosensor para a detecção de possíveis contaminantes existentes na água dispersa no sistema ou doenças na urina e nas fezes, transmitindo os dados, através de um sistema de alarme e alerta, para o SUS. Esta solução permite que o sistema de saúde nos países em desenvolvimento consigam detectar e possivelmente conter as epidemias antes que elas se espalhem. Dessa forma, fornece informação aos agentes de saúde para possíveis alertas de epidemias às comunidades locais. O objetivo do projeto, assim, é contribuir para a melhoria de vida das populações afetadas pela falta de saneamento básico. O controle de epidemias mundiais, que hoje é considerado um dos desafios do século XXI pela Organização Mundial de Saúde, esbarra justamente na insalubridade das moradias sem a mínima dignidade humana e, principalmente, no não tratamento do esgoto, fatores que facilitam o espalhamento de doenças.


O projeto recebeu 1.000,00 dólares como premiação e também a sua incubação no Instituto de Tecnologias Biomédicas da Universidade de Yale, que conta com o financiamento  dos investidores do evento como a Phillips e algumas empresas do Vale do Silício.     

 


Site do evento: https://yalehackhealth.org/

 

 

Texto: Júnior da Mata e Graziele Gabriel
Fotografias: Perfil pessoal Júnior da Mata
Revisão: Cátia Ana B. Silva